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Nada melhor que um gostinho a Brasil para terminar o Verão em grande!

É impossível contar a história do samba de Belo Horizonte sem associá-la a José Luiz Lourenço, o lendário “Mestre Conga”.

Nascido quase no Carnaval de 1927, em Ponte Nova, Zona da Mata Mineira, carrega na bagagem uma incansável luta pelas tradições afro-brasileiras, Mestre Conga assina vários feitos ao longo de 60 anos dedicados à música.

Meus colegas zombavam de mim na escola, me apelidaram de Conga. Ficava bravo, mas depois fui acostumando com esse nome”.
Janela Urbana: Mestre Conga, quando surgiu o seu gosto pela música?
Mestre Conga: Nasci em Ponte Nova, na Zona da Mata mineira. Fui moleque criado no calango, na batucada, no samba rural, no lundu e na congada. Foi o que sintetizou a essência do meu trabalho.

Você é considerado um mestre no Samba... daí o nome? Como surgiu o "Mestre Conga"?
O apelido surgiu na infância. Meus colegas zombavam de mim na escola, me apelidaram de Conga por causa do meu jeito alegre e minhas vestimentas coloridas... Ficava bravo, mas depois fui acostumando com esse nome.

Mestre Conga foi um dos fundadores, em 1950, do Grêmio Recreativo Escola de Samba Inconfidência Mineira, a mais antiga agremiação carnavalesca em actividade na capital mineira. Também ajudou a introduzir nos desfiles o samba-enredo, numa época em que as escolas da cidade ainda utilizavam os temas de improviso para atravessar a passarela e animar os foliões. Mesmo com essas facetas, só aos 79 anos conseguiu gravar o seu primeiro disco.

Depois de quase 60 anos, consegue gravar o seu primeiro disco de originais. Como descreve esse momento?
Sinto-me grato pelo projeto aprovado, veio como um presente de Deus, que inspirou ao Júlio Coelho Rosa fazer esse projeto, sobre minha pessoa... eu não esperava que, depois de velho, fosse ser assim útil. Fico lisonjeado e satisfeito.

Em toda a sua experiência, para além de músico, contamos com sapateiro, dançarino, entre outros. Que influências tem a sua música?
Minha primeira influência forte, na infância, foram os tambores... mas sempre senti uma certa inclinação por Carmem Miranda e pela Rainha do Fado , Amália Rodrigues ("Uma Casa Portuguesa").  Além disso, devo mencionar também a nomes como Ataulfo Alves, Ary Barroso, Geraldo Pereira, Sinval Silva, Mauro Duarte, Antônio Rufino, Noca da Portela (que não é carioca), Alcir Pires Vermelho, Hervê Cordovil, Claudionor Cruz (que não é paulista), João Bosco e Mamão (autor de Tristeza Pé no Chão), citando apenas os nomes da minha região em Minas, Zona da Mata.

Qual a recordação que guarda com mais carinho de 60 anos dedicados à música?
Na parte prática, encontrei muitas dificuldades, alegrias... tristezas...apesar das dificuldades, faria tudo novamente, porque não consigo me enxergar divorciado da cantoria, da minha vida no mundo do samba.

Você tem sido um "activista" em manter a tradição do samba-de-raíz. Quais as suas prespectivas sobre o samba comtemporâneo? O que mudou?
O samba não mudou. A batida é em reverência. E isso não mudou, não. O facto é que, o mercado dita as regras de toda produção artística. O bom é que o samba começa a revelar novos valores, onde se vão tirando as camadas até que se consiga recuperar a essência. No ano 2000, criamos o Projecto 'Faculdade do Samba’, para tentar preservar através da manutenção de um acervo de filmes, fitas k7, discos, periódicos e fotos que guardem a história do samba e dos autores locais; é muita coisa bonita que você não pode esquecer. Infelizmente a receptividade local deixa muito a desejar - o acervo da velha guarda está correndo sério risco... na minha modesta opinião, é nesse ir e vir ao berço, que os jovens compositores encontram uma bonita troca de energia.

Para quando uma visita a Portugal?
Quem tiver um sobrando se puder me convidar, desde já agradeço!
Obrigado Mestre Conga e obrigado Júlio pelo elo e pela disponibilidade!
Contactos:
Management: Júlio Coelho Rosa
Telefone: (+5531) 3494 6732 / 8432 5923
Belo Horizonte, Minas Gerais/Brasil

Myspace: www.myspace.com/congabrazil
Site Oficial   Leituras
Fred p/ Carlos ''sei la quem'' Fonseca: Manoel Joaquim dos Santos, nascido em Trás-dos-Montes, no extremo bem extremo Leste de Portugal, ganhou seu primeiro lápis de colocarna orelha, quando tinha 2 anos. Aos 15 anos, já no primário, ganhou sua primeira caneta-tinteiro de orelha. Aos 32 anos, descobriu que caneta também servia para escrever. Hoje, já informatizado, está com orelha de abano, por causa do peso do
mouse...
Fred
Só espero que pelo menos esse idiota – Carlos sei la quem - saiba a diferença entre falar e fazer um artigo bem redigido, completo, credível e neutro! Ou então vá à merda!!! Não há jornalismo sem entrevista.
Fred
Mas que existe aqui para comentar? Artigo mal escrito, com pouca qualidade, para encher choriço como todo o site. Participação nula!
Carlos Fonseca
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A Janela Urbana não se responsabiliza pelas opiniões aqui expressas, sendo essas da autoria e responsabilidade do seu autor.
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